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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Teatro Nacional D. Maria II

     O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de abril de 1846, durante as comemorações do 27.º aniversário da rainha Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco atos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro. Mas a história do Teatro Nacional D. Maria II começa dez anos antes da sua inauguração.
     Na sequência da revolução de 9 de setembro de 1836, Passos Manuel assume a direção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o Teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar "sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa”.
     Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspeção-Geral dos Teatros e Espetáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional "em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais".
     O ambiente romântico que se vive nesta altura em toda a Europa determina a urgência em encontrar um modelo e um repertório dramatúrgicos nacionais, ou seja, o aparecimento de um teatro (e de um repertório) nacional era uma questão não só cultural como, sobretudo, política e assumida como um assunto estreitamente ligado à própria independência da nação, que saíra de tempos conturbados após as invasões francesas e as lutas liberais.
     Entre 1836, data da criação legal do teatro, e 1846, data da sua inauguração, o já existente e decrépito Teatro da Rua dos Condes funcionou como provisório Teatro Nacional. Após muita polémica, o local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do palácio dos Estaús, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio.
     A escolha de um arquiteto italiano, Fortunato Lodi, para projetar e executar o Teatro Nacional não foi isenta de críticas e só em 1842 Almeida Garrett consegue dar início às obras.
     Durante um largo período de tempo, o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. Após a implantação da República, passou a chamar-se Teatro Nacional de Almeida Garrett. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro, que permaneceu no teatro de 1929 a 1964, mas a mais célebre terá sido a da companhia Rosas e Brasão, entre 1881 e 1898, durante a qual foi ousada uma mudança de reportório (primeiras criações de peças de Shakespeare em Portugal).
     Em 1964, o Teatro Nacional foi palco de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores e a entrada do edifício. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
     Em março de 2004, o Teatro Nacional D. Maria II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos, passando a ser gerido por administração própria e sujeito à superintendência e tutela dos Ministérios das Finanças e da Cultura. Em 2007, o TNDM II foi integrado no sector empresarial do Estado.


Museu de História Natural de Sintra

Inserido mesmo no centro histórico de Sintra, o edifício do museu remonta ao século XIX, mais precisamente ao ano de 1963. A maior parte desta coleção foi doada à Câmara Municipal de Sintra pelo colecionador Drº. Miguel Barbosa e pela sua mulher Drª. Fernanda Barbosa que ao longo da sua vida foram colecionando este vasto espólio. A exposição apresenta fosseis, minerais, conchas, fragmentos de um meteorito, ninhos de ovos de dinossauros. Recorde-se que este é o quarto Museu de História Natural constituído na Região da Grande Lisboa, sendo, contudo, o mais moderno e o mais universal quanto à proveniência das suas peças, abrangendo estas todos os continentes da Terra. De entre os mais de 10.000 fósseis do Museu, destaca-se uma soberba Colecção de Trilobites e alguns exemplares raros e muito bem conservados de Dinossáurios. Também a grande beleza dos minerais – com peças ainda em rocha, já isoladas e lapidadas – será uma atracção para o visitante, tanto nacional como estrangeiro. Na Colecção de Malacologia, salientam-se os Bivalves e alguns Gastrópodes, de proveniências diversas.



Horários:
De 3ª a 6ª feira das 10h00 ás 18h00
Sábados, domingos e feriados das 12h00 ás 18h00
Encerra à 2ª feira
Entrada gratuita

Parque Florestal de Monsanto - Montes Claros

Montes Claros é um espaço integrado no Parque Florestal de Monsanto, onde se encontra um jardim e um lago com algumas aves. No passado existia uma casa de chá, mas atualmente é um espaço de aluguer para eventos.

Largo do Carmo

O Largo do Carmo situa-se na zona do Chiado, e aqui tem acesso às ruínas do Convento do Carmo onde se encontra actualmente instalado o Museu Arqueológico do Carmo. No centro do largo encontra um Chafariz edificado em 1771, e que era abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres, através da Galeria do Loreto. O largo é sossegado e tem algumas esplanadas e restaurantes onde pode fazer uma pausa antes de prosseguir o seu passeio. Se quiser, por aqui, pode ter acesso ao miradouro do Elevador de Santa Justa, onde vai apreciar uma das melhores vistas sobre a cidade de Lisboa.


Casa-Museu Amália

A ilustre fadista portuguesa, por vontade expressa em testamento, determinou que a casa onde viveu cerca de 50 anos, fosse transformada em casa-museu. 

A Casa-Museu permite ao visitante re-viver o ambiente em que Amália vivia; a sala de estar permite percepcionar os longos serões entre amigos, envoltos em Fado. Nesta casa podem admirar-se as várias salas, o quarto da Amália, obras de arte, o serviço de jantar e objectos pessoais que fizeram parte da vida da artista.

Venha conhecer um pouco mais da Amália visitando a sua Casa. As visitas são guiadas e duram uma média de 20 minutos.

Preço da entrada: 5 € (preços especiais para grupos)
Aberto de 3ª a domingo das 10h/13h e das 14h/18h




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Espaço Biodiversidade do Parque Florestal de Monsanto

Integrado no Parque Florestal de Monsanto, numa área vedada de 16 hectares, o espaço foi criado pela Câmara de Lisboa na década dos anos 90, com o nome Parque Ecológico de Monsanto, com o objectivo de oferecer um espaço dedicado à conservação da natureza e educação e interpretação ambiental. O parque tem uma torre-observatório, um observatório de aves, um viveiro florestal pedagógico de espécies nativas, um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e uma Fito-Etar.

As visitas guiadas ao Espaço Biodiversidade, podem durar entre uma a duas horas e dão a conhecer a fauna e a flora, a geologia e a história do Parque Florestal de Monsanto.

O visitante tem acesso ao Espaço Biodiversidade através do Espaço Monsanto. As visitas têm inscrição prévia e podem ser feitas de terça a domingo.


Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

Localizado perto do Príncípe Real, o Jardim Botânico tem uma área de 4 Ha com espécimes vegetais oriundos de diversas partes do Mundo, entre as quais sobressaem Cicadácias, Gimnospérmicas, palmeiras e figueiras tropicais. Os trabalhos de construção do jardim deram início em 1873, sob a orientação dos professores Conde de Ficalho e Andrade Corvo.


A inauguração do Jardim Botânico de Lisboa deu-se em 1878 e conta com diversas espécies tropicais, algumas oriundas da China, Japão, Nova Zelândia, Austrália, América do Sul.

O Jardim Botânico representa um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural e científico. É sua missão contribuir para o conhecimento científico de plantas e fungos, da sua biodiversidade, conservação, propondo métodos de gestão do ambiente.

Aberto todos os dias (incluindo feriados):
Verão (1 abri a 31 out) das 9 às 20h
Inverno (1 nov a 31 mar) das 9 às 18h
encerra a 25 dezembro e 1 janeiro

Atenção o Borboletário encerra mais cedo e aos dias de 2ª feira e feriados

Miradouro do Arco da Rua Augusta

Lisboa conta com mais uma nova atracão cultural e turística, o Miradouro do Arco da Rua Augusta, totalmente reabilitado e com acesso a um fabuloso miradouro que permite uma panorâmica única sobre a cidade e particularmente sobre a Praça do Comércio.


Acessível através de um elevador, cuja a entrada se encontra na Rua Augusta, pode visitar a sala do relógio e subindo mais umas escadas em caracol o miradouro.

Está aberto todos os dias das 9h00 às 19h00; a entrada tem o preço de 2,5 € e é gratuita para crianças até aos 5 anos

Arco da Rua Augusta

O Arco da Rua Augusta é considerado um dos ex-libris da cidade de Lisboa, integrando o conjunto monumental do Terreiro do Paço, e está situado na parte norte da Praça do Comércio, sobre a Rua Augusta, em Lisboa. De estilo neoclássico, este majestoso arco de triunfo funciona como uma porta para o mar e porta para a cidade - dependendo do olhar. O monumento começou a ser programado quando após o Terramoto de 1755, se iniciou a reconstrução da cidade. Só em 1873 se finalizou a sua construção e para ela se conjugaram desenhos e esculturas de vários artistas. Após alguma polémica académica foram escolhidas da História de Portugal para as figuras laterais, Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal, ladeadas pelas alegorias dos rios Tejo e Douro, esculpidas por Vitor Bastos. A inscrição latina que adorna o Arco Triunfal do Terreiro do Paço simboliza a importância da expansão portuguesa ao encontro de povos desconhecidos e de civilizações diferentes, um feito universal que determinou a origem de outra fase da história da Humanidade.


Aqueduto das Águas Livres de Lisboa

O Aqueduto das Águas Livres foi mandado construir pelo Rei D. João V, a fim de fornecer água a Lisboa, de acordo com o projecto de Manuel da Maia, tendo abastecido a cidade a partir de 1748. 

Com 14 Km de extensão desde a nascente principal e diversos aquedutos subsidiários e de distribuição, com um total de 58 Km, abastecia uma rede de chafarizes na cidade. O Aqueduto possui, na sua parte mais monumental, um conjunto de 35 arcos, de autoria de Custódio Vieira, sobre o Vale de Alcântara, onde se destaca o maior arco em pedra de vão do mundo, com 65 m de altura e 32 m de abertura.
As águas chegavam a Lisboa ao Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, construído entre 1746 e 1834, segundo planos de Carlos Mardel, a quem se deve, entre outras obras, também o arco triunfal que celebra
 a obra de D. João V. Integram actualmente o Museu da Água da EPAL.

O Aqueduto anteriormente também constituía uma ponte de acesso à cidade. No cimo dos seus arcos estendem-se dois passeios que eram conhecidos pelo passeio dos Arcos. 

Visitas ao Aqueduto:
De 3ª feira a sábado das 10h às 17.30h
Preço normal: 2€
Ingresso c/desconto: 1€
Grátis: crianças até 12 anos
Encerra ao domingo, segunda e feriados

Informações:  218100215


Padrão dos Descobrimentos

O edifício primitivo do Padrão dos Descobrimentos que Cottinelli Telmo esboçou e Leitão de Barros e Leopoldo de Almeida deram forma mental e plástica, foi erguido em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português.


Originalmente, era constituído, na sua parte arquitectónica, por uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo em estafe a composição escultórica formada por 33 figuras, tendo como figura máxima o Infante D. Henrique.

Em Belém, reergueu-se o Padrão dos Descobrimentos em betão revestido de pedra rosal de Leiria, no decorrer das Comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique.
O monumento foi inaugurado a 9 de Agosto de 1960. Em 1985, o Padrão foi objecto de obras que permitiram o acesso do público ao miradouro, auditório e a duas salas de exposições.

Posteriormente, a República da África do Sul ofereceu para decoração do terreiro de acesso, uma Rosa-dos-Ventos com 50 metros de diâmetro, executada em mármores de vários tipos, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas dos Descobrimentos Portugueses. A autoria do desenho é do Arq. Cristino da Silva.

Bilhete simples – 3,00 €
Bilhete Família (2 adultos + 2 jovens dos 12 aos 18 anos) – 8,00 €
Bilhete reduzido – 2,00 €
Grupos escolares – 1,00 €

Estão isentos de pagamento:
Crianças com idade inferior a 12 anos ,
Professores de qualquer grau de ensino enquanto acompanhantes de grupos escolares ,
Guias intérpretes.

Horários:
Março a setembro : das 10h00 às 19h00
Últimas admissões : 18h30
Outubro a fevereiro : das 10h00 às 18h00
Últimas admissões : 17h30

Aberto à segunda-feira de maio a setembro
Encerra nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro


Elevador de Santa Justa e Miradouro

O Elevador de Santa Justa, também conhecido como Elevador do Carmo, é um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta. Concebido por Raoul Mesnier du Ponsard, o elevador liga a Baixa ao Bairro Alto e apresenta um design neogótico romântico. 

Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas).
A bilheteira localiza-se por trás da torre, nos degraus da Rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão.
No topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.  


Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.


Localizada na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém e inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme, a Torre de Belém é um dos maiores ex-libris de Portugal.

Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada pela UNESCO como Património Cultural de toda a Humanidade desde 1983.
O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520, ao que tudo indica sob a orientação de Boitaca. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. O monumento reflecte ainda influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tendo o primeiro baluarte para artilharia no país.

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero. A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decoradas em cantaria de pedra. A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte.