terça-feira, 30 de setembro de 2014

Teatro Nacional D. Maria II

     O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de abril de 1846, durante as comemorações do 27.º aniversário da rainha Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco atos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro. Mas a história do Teatro Nacional D. Maria II começa dez anos antes da sua inauguração.
     Na sequência da revolução de 9 de setembro de 1836, Passos Manuel assume a direção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o Teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar "sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa”.
     Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspeção-Geral dos Teatros e Espetáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional "em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais".
     O ambiente romântico que se vive nesta altura em toda a Europa determina a urgência em encontrar um modelo e um repertório dramatúrgicos nacionais, ou seja, o aparecimento de um teatro (e de um repertório) nacional era uma questão não só cultural como, sobretudo, política e assumida como um assunto estreitamente ligado à própria independência da nação, que saíra de tempos conturbados após as invasões francesas e as lutas liberais.
     Entre 1836, data da criação legal do teatro, e 1846, data da sua inauguração, o já existente e decrépito Teatro da Rua dos Condes funcionou como provisório Teatro Nacional. Após muita polémica, o local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do palácio dos Estaús, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio.
     A escolha de um arquiteto italiano, Fortunato Lodi, para projetar e executar o Teatro Nacional não foi isenta de críticas e só em 1842 Almeida Garrett consegue dar início às obras.
     Durante um largo período de tempo, o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. Após a implantação da República, passou a chamar-se Teatro Nacional de Almeida Garrett. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro, que permaneceu no teatro de 1929 a 1964, mas a mais célebre terá sido a da companhia Rosas e Brasão, entre 1881 e 1898, durante a qual foi ousada uma mudança de reportório (primeiras criações de peças de Shakespeare em Portugal).
     Em 1964, o Teatro Nacional foi palco de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores e a entrada do edifício. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.
     Em março de 2004, o Teatro Nacional D. Maria II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos, passando a ser gerido por administração própria e sujeito à superintendência e tutela dos Ministérios das Finanças e da Cultura. Em 2007, o TNDM II foi integrado no sector empresarial do Estado.


Museu de História Natural de Sintra

Inserido mesmo no centro histórico de Sintra, o edifício do museu remonta ao século XIX, mais precisamente ao ano de 1963. A maior parte desta coleção foi doada à Câmara Municipal de Sintra pelo colecionador Drº. Miguel Barbosa e pela sua mulher Drª. Fernanda Barbosa que ao longo da sua vida foram colecionando este vasto espólio. A exposição apresenta fosseis, minerais, conchas, fragmentos de um meteorito, ninhos de ovos de dinossauros. Recorde-se que este é o quarto Museu de História Natural constituído na Região da Grande Lisboa, sendo, contudo, o mais moderno e o mais universal quanto à proveniência das suas peças, abrangendo estas todos os continentes da Terra. De entre os mais de 10.000 fósseis do Museu, destaca-se uma soberba Colecção de Trilobites e alguns exemplares raros e muito bem conservados de Dinossáurios. Também a grande beleza dos minerais – com peças ainda em rocha, já isoladas e lapidadas – será uma atracção para o visitante, tanto nacional como estrangeiro. Na Colecção de Malacologia, salientam-se os Bivalves e alguns Gastrópodes, de proveniências diversas.



Horários:
De 3ª a 6ª feira das 10h00 ás 18h00
Sábados, domingos e feriados das 12h00 ás 18h00
Encerra à 2ª feira
Entrada gratuita

Parque Florestal de Monsanto - Montes Claros

Montes Claros é um espaço integrado no Parque Florestal de Monsanto, onde se encontra um jardim e um lago com algumas aves. No passado existia uma casa de chá, mas atualmente é um espaço de aluguer para eventos.

Largo do Carmo

O Largo do Carmo situa-se na zona do Chiado, e aqui tem acesso às ruínas do Convento do Carmo onde se encontra actualmente instalado o Museu Arqueológico do Carmo. No centro do largo encontra um Chafariz edificado em 1771, e que era abastecido pelo Aqueduto das Águas Livres, através da Galeria do Loreto. O largo é sossegado e tem algumas esplanadas e restaurantes onde pode fazer uma pausa antes de prosseguir o seu passeio. Se quiser, por aqui, pode ter acesso ao miradouro do Elevador de Santa Justa, onde vai apreciar uma das melhores vistas sobre a cidade de Lisboa.


Casa-Museu Amália

A ilustre fadista portuguesa, por vontade expressa em testamento, determinou que a casa onde viveu cerca de 50 anos, fosse transformada em casa-museu. 

A Casa-Museu permite ao visitante re-viver o ambiente em que Amália vivia; a sala de estar permite percepcionar os longos serões entre amigos, envoltos em Fado. Nesta casa podem admirar-se as várias salas, o quarto da Amália, obras de arte, o serviço de jantar e objectos pessoais que fizeram parte da vida da artista.

Venha conhecer um pouco mais da Amália visitando a sua Casa. As visitas são guiadas e duram uma média de 20 minutos.

Preço da entrada: 5 € (preços especiais para grupos)
Aberto de 3ª a domingo das 10h/13h e das 14h/18h




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Espaço Biodiversidade do Parque Florestal de Monsanto

Integrado no Parque Florestal de Monsanto, numa área vedada de 16 hectares, o espaço foi criado pela Câmara de Lisboa na década dos anos 90, com o nome Parque Ecológico de Monsanto, com o objectivo de oferecer um espaço dedicado à conservação da natureza e educação e interpretação ambiental. O parque tem uma torre-observatório, um observatório de aves, um viveiro florestal pedagógico de espécies nativas, um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres e uma Fito-Etar.

As visitas guiadas ao Espaço Biodiversidade, podem durar entre uma a duas horas e dão a conhecer a fauna e a flora, a geologia e a história do Parque Florestal de Monsanto.

O visitante tem acesso ao Espaço Biodiversidade através do Espaço Monsanto. As visitas têm inscrição prévia e podem ser feitas de terça a domingo.


Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

Localizado perto do Príncípe Real, o Jardim Botânico tem uma área de 4 Ha com espécimes vegetais oriundos de diversas partes do Mundo, entre as quais sobressaem Cicadácias, Gimnospérmicas, palmeiras e figueiras tropicais. Os trabalhos de construção do jardim deram início em 1873, sob a orientação dos professores Conde de Ficalho e Andrade Corvo.


A inauguração do Jardim Botânico de Lisboa deu-se em 1878 e conta com diversas espécies tropicais, algumas oriundas da China, Japão, Nova Zelândia, Austrália, América do Sul.

O Jardim Botânico representa um património de inegável interesse do ponto de vista histórico, cultural e científico. É sua missão contribuir para o conhecimento científico de plantas e fungos, da sua biodiversidade, conservação, propondo métodos de gestão do ambiente.

Aberto todos os dias (incluindo feriados):
Verão (1 abri a 31 out) das 9 às 20h
Inverno (1 nov a 31 mar) das 9 às 18h
encerra a 25 dezembro e 1 janeiro

Atenção o Borboletário encerra mais cedo e aos dias de 2ª feira e feriados

Miradouro do Arco da Rua Augusta

Lisboa conta com mais uma nova atracão cultural e turística, o Miradouro do Arco da Rua Augusta, totalmente reabilitado e com acesso a um fabuloso miradouro que permite uma panorâmica única sobre a cidade e particularmente sobre a Praça do Comércio.


Acessível através de um elevador, cuja a entrada se encontra na Rua Augusta, pode visitar a sala do relógio e subindo mais umas escadas em caracol o miradouro.

Está aberto todos os dias das 9h00 às 19h00; a entrada tem o preço de 2,5 € e é gratuita para crianças até aos 5 anos

Skate Parque Rock In Rio - Parque do Vale de Chelas

Esta é a melhor pista de skate parque do país, com cerca de 2000 m2, que reúne as melhores condições para a prática de Skate, BMX e Inline e que tem as dimensões necessárias para a realização de competições nacionais e internacionais.


Palácio de São Bento - Assembleia da República

O Palácio de São Bento, é um majestoso edifício de estilo neoclássico situado em Lisboa, e é a sede do Parlamento de Portugal desde 1834. O Palácio tem as suas origens no primeiro mosteiro beneditino edificado em Lisboa, remontando a sua construção ao ano de 1598. O edifício, marcado por uma arquitectura de estilo chão, assentava numa planta quadrada com 4 claustros, uma igreja com capelas laterais, ladeada por duas torres, dormitórios, barbearia, cozinha, refeitório, adegas, lagar, forno e oficinas. O convento sofreu alguns danos com o terramoto de 1755, mas foi com a Revolução Liberal de 1820 e a extinção das ordens religiosas em 1834 que a vida conventual sofreu a grande derrocada, sendo o edifício afecto à instalação do Palácio das Cortes, ou Parlamento. Foi entregue ao arquitecto Possidónio da Silva a responsabilidade de uma abreviada adaptação do espaço religioso às necessidades do novo propósito sendo aproveitada a Sala do Capítulo para instalação da Câmara dos Pares e feita de raiz a Câmara dos Deputados. Após o incêndio de 1895, iniciou-se a reconstrução do edifício com projecto de Ventura Terra que acabaria por remodelar não apenas a sala, mas quase todo o edifício, conferindo-lhe uma dimensão monumental, bem distante do discreto estilo conventual. Outros arquitectos ficaram com a responsabilidade da reformulação da zona envolvente do Palácio, como Cristino da Silva, e de obras pontuais no interior, como António Lino. Durante os 50 anos em que decorreram as obras, foram criadas a antecâmara dos Deputados, a Sala dos Passos Perdidos, a Escadaria Nobre, a Biblioteca Parlamentar e o Salão Nobre.



Teatro São Luiz

O São Luiz Teatro Municipal é um teatro localizado em Lisboa, sendo considerado uma das mais importantes salas de espectáculos da cidade. Sala cosmopolita, cujos foyers eram visitados pela sociedade elegante da época, o então D. Amélia era o palco que acolhia companhias estrangeiras e as maiores figuras do Teatro europeu da altura. Após 1910, com a queda da Monarquia, implantava-se a República e para comemorar o feito o Teatro tomava o nome da nova ordem política. Em 1918, o Teatro homenageia aquele que o havia transformado num centro de bom gosto e cultura de referência e passa a nomear-se Teatro de São Luiz. Mais tarde, chega o cinema e os espectadores fogem para os animatógrafos. Desde a sua reabertura a 30 de Novembro de 2002, o São Luiz Teatro Municipal afirmou-se de ano para ano como um teatro vivo, fervilhando de público, com centenas de espectáculos por temporada, por vezes em três sessões diárias entre a Sala Principal e o Jardim de Inverno. Com características de programação bem definidas, o teatro e o carismático Jardim de Inverno, proporciona um espaço de encontro, de discussão ou de puro entretenimento, revelando-se como um local privilegiado para a apresentação de jovens artistas.


Príncipe Real

O Príncipe Real está localizado no coração de Lisboa, junto ao Jardim Botânico, Bairro Alto e a apenas 15 minutos a pé do Chiado. Em meados do século XIX ali se fazia o mercado dos porcos e entre 1856 e 1868 abrigou a antiga feira das Amoreiras. Em finais dos anos 60 começou o alinhamento da praça, primeiro uns bancos e, finalmente estava criado o jardim. Chamado oficialmente Jardim França Borges, em homenagem a um jornalista republicano, ocupa o local onde se encontrava, desde 1755, a basílica patriarcal, que veio a ser destruída por um incêndio catorze anos mais tarde. No centro da praça jardim encontra-se um lago circular rodeado por roseiras, sob o qual se aloja o Reservatório da Patriarcal, parte do Museu da Água. O reservatório alimentava o Miradouro de São Pedro de Alcântara, e nele se têm realizado diversas actividades culturais e visitas. É um jardim rico em espécies arborícolas, muitas das quais identificadas. De destacar o monumental e secular Cedro-do-Buçaco, com mais de 20 metros de diâmetro, ex-libris do jardim. Existem também três quiosques, dois dos quais com utilização esporádica e outro com serviço de cafetaria. Em torno do jardim, podem ver-se vários palacetes do século XIX, como o Palacete Ribeiro da Cunha, em estilo neo-árabe. No lado norte, existe uma varanda de onde se pode ver parte de Lisboa, tendo ao fundo a Basílica da Estrela.


Convento de Nossa Senhora da Graça

O Convento de Nossa Senhora da Graça, fundado pelos Eremitas Calçados de Santo Agostinho, em Torres Vedras, nos finais so século XIV, tornar-se-ia, desde logo, e até ao século XIX, o principal centro religioso, cultural e assistencial da então vila. Depois de uma primeira tentativa - fracassada - no século XIII, foi fundado num local defronte da igreja matriz de São Tiago, em 1366, recebendo os Eremitas Calçados de Santo Agostinho. Em 1544, os frades mudaram-se para o hospital de Santo André. Em 1559, o edifício velho começou a ser demolido para se aproveitarem os materiais para a construção da nova igreja, que já se encontrava pronta em 1580. No primeiro quartel de Setecentos, efectuou-se uma renovação arquitectural do Convento de Torres Vedras. O Convento crescia em fama e influência, atingindo o ponto alto em 1778, quando Frei Gonçalo de Lagos foi canonizado. O Convento alberga actualmente o Museu Municipal de Torres Vedras e a sua mostra arqueológica e etnográfica. A Igreja do Convento, cujas obras de recuperação estão em fase de acabamento, é talvez o local que permanece mais fiel ao estilo e utilidade das suas origens.

Ponte 25 de Abril

Ponte de Salazar -- Ponte sobre o Tejo -- Ponte 25 de Abril

A Ponte sobre o Tejo, ou Ponte 25 de Abril, é uma ponte suspensa, com um comprimento total de cerca de 2.280 metros. É uma ponte rodo-ferroviária que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada, e atravessa o estuário do rio Tejo na parte final e mais estreita. A grandeza e a imponência da Ponte 25 de Abril está expressa no facto de, à data da sua inauguração, ser a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América. Foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, mais tarde a ponte recebeu o actual nome em homenagem à "Revolução dos Cravos" de 25 de Abril de 1974. Sendo particularmente procurada aos fins-de-semana, evite os congestionamentos, deixe o seu carro num parque de estacionamento e apanhe o comboio que passa na parte de baixo da ponte desde 1999, ou o barco no Cais do Sodré e saborei a bonita vista na viagem para Cacilhas.




Cristo Rei

História do Santuário Nacional de Cristo Rei 
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Profecia de Nossa Senhora de Fátima

No dia 13 de Julho de 1917, em Fátima, Nossa Senhora apareceu aos Três Pastorinhos, naquela que foi a Sua terceira aparição na Cova de Iria. Nesse dia revelou o “segredo de Fátima” a Jacinta, Lúcia e Francisco. Solicitada pelo Bispo, Lúcia desvendou mais tarde, em 1937, o conteúdo do segredo. Nossa Senhora afirmou que era essencial o sacrifício pelos pecadores e entre várias profecias, acrescentou que a Rússia haveria de espalhar os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, algo que estava a ser cumprido, pois para além do governo comunista deste país de leste da Europa, também o México era governado pela mesma ideologia.
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 A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, aquando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma de 1937.

Encerra dia 24/12 às 17:00h e reabre dia 25/12 às 14:30h.
Encerra dia 31/12 às 18:15h e reabre dia 01/01 às 10:00h.
Serviços administrativos – 9h30 às 18h15
Monumento
·         Inverno – todos os dias: 9h30 às 18h15 (hora da última subida 18h00)
·         Verão – todos os dias: 9h30 às 19h00 (hora da última subida 18h45)


Arco da Rua Augusta

O Arco da Rua Augusta é considerado um dos ex-libris da cidade de Lisboa, integrando o conjunto monumental do Terreiro do Paço, e está situado na parte norte da Praça do Comércio, sobre a Rua Augusta, em Lisboa. De estilo neoclássico, este majestoso arco de triunfo funciona como uma porta para o mar e porta para a cidade - dependendo do olhar. O monumento começou a ser programado quando após o Terramoto de 1755, se iniciou a reconstrução da cidade. Só em 1873 se finalizou a sua construção e para ela se conjugaram desenhos e esculturas de vários artistas. Após alguma polémica académica foram escolhidas da História de Portugal para as figuras laterais, Viriato, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e Marquês de Pombal, ladeadas pelas alegorias dos rios Tejo e Douro, esculpidas por Vitor Bastos. A inscrição latina que adorna o Arco Triunfal do Terreiro do Paço simboliza a importância da expansão portuguesa ao encontro de povos desconhecidos e de civilizações diferentes, um feito universal que determinou a origem de outra fase da história da Humanidade.


Forte Velho do Guincho

Com uma arquitectura militar maneirista, o Forte tem uma planta rectangular, com a bateria voltada ao mar e a casa-forte virada a terra. As fachadas têm uma grande sobriedade e o frontispício é apenas rasgado por um portal com um arco de volta perfeita, encimado pelas armas de Portugal e a coroa. Pela sua planimetria distingue-se dos outros pequenos fortes, edificados durante o mesmo período ao longo da barra do Tejo. Ergue-se junto ao mar, num local isolado entre a praia do Guincho e do Abano. O Forte é visível para quem circula na estrada junto à praia do Guincho, destacando-se sobre o maciço rochoso e dominando o acesso a esta praia e também à do Abano, numa clara demonstração da capacidade dos estrategas que estudaram a defesa da nossa costa. Actualmente encontra-se devoluto e é propriedade pública estatal.


Forte do Areeiro ou de Santo Amaro

Construído por volta do ano de 1659 é um forte de pequenas dimensões integrado na linha de defesa consteira, tendo recebido ao longo dos anos diversas obras de conservação, mas mantendo sempre a sua traça inicial.


Depois do 25 de Abril, foi muito utilizado como residência do primeiro-ministro.

O muro de cimento construído por motivos de segurança à volta do forte, descaracterizou-o totalmente e pode ser considerado um verdadeiro atentado ao património.  

Convento de Mafra - Arte Sacra

Mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português. É o paradigma do reinado mais rico da história de Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil. O monumento insere-se no denominado barroco joanino, e é inspirado no modelo espanhol e filipino de S. Lourenço do Escurial, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. Na parte norte deste monumento podemos encontrar a Colecção de Arte Sacra que possui objectos como relicários e lampadários, para além das maquetas das esculturas da Escola de Escultura de Mafra. A entrada para esta surpreendente colecção de arte sacra é a mesma do Palácio Real.


Horários do Palácio:
Verão
Das 10h00 às 18h00  (última entrada ás 17h15)
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerra das 12h45 às 14h00
Inverno 
Das 09h30 às 17h30 (última entrada ás 16h45)
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerra das 12h45 às 14h00
Encerramento 
Ás terças-feiras; e nos dias 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro

Coliseu dos Recreios

Considerada uma das salas de espectáculo mais importantes de Lisboa, o Coliseu dos Recreios é um monumento histórico da capital Portuguesa, situado no coração da cosmopolita Baixa Pombalina, na bonita Rua das Portas de Santo Antão. 


Inaugurado em 1890, mas ainda sem toda a construção terminada, o Coliseu tentava então colmatar a necessidade de um espaço nobre de espectáculos nacionais e internacionais oferecendo preços acessíveis a todos os bolsos, seguindo projecto dos Engenheiros Goulard e de Manuel Garcia júnior, com decoração do pintor António Machado. A fachada é atribuída ao Arquitecto Cesare Ianz.

Já em finais do século XX o Coliseu sofre inúmeros e necessários trabalhos de restauro e manutenção, que o dotam de novas infra-estruturas, tornando-o numa sala multifuncional, vocacionada para as mais variadas actividades, como congressos, seminários, feiras, exposições, circo, e, claro, os mais variados tipos de espectáculo. 



Aldeia Típica de José Franco

José Franco nasceu em 1920. Os pais eram oleiros de profissão, fabricantes das pequenas cerâmicas que os camponeses da região utilizavam nas suas casas, e que também ele começou a fabricar e a vender à porta da sua pequena olaria e nas festas populares e feiras.Por volta de 1945 José Franco sonhou que poderia, nas horas vagas, construír ao pé da casa em que vive e da sua oficina de oleiro um museu vivo da sua terra, uma espécie de um grande presépio, que reproduzisse os costumes e actividades laborais do tempo da sua infância e alguns aspectos e actividades da vida campesina.A parte mais deliciosa deste maravilhoso conjunto é constituída pelos cenários construídos em jeito de presépio, com figurinhas de barro moldadas por José Franco e que reproduzem uma aldeia com as moradias que são cópias fieis das casas dos arredores de Lisboa dos fins do século passado, as actividades exercidas, como as serrações de madeira, os moinhos do cercal, o trabalho dos campos, com os figurantes habilidosamente movidos a água, as actividades piscatórias com a reprodução, também em escala reduzida, da pequena vila de pescadores da Ericeira, que fica a 5 km de distância.Dentro do castelo que José Franco construiu para delícia das crianças existe uma outra aldeia cheia de figuras nas suas actividades habituais, o casamento, o baptizado, a saída da igreja rural, o trabalho do campo.O centro deste pequeno mundo de maravilha é a pequena oficina de oleiro, onde José Franco foi moldando com o barro da região as dezenas das suas figuras de encanto de cerâmica sacra e popular, representando o pastor, a peixeira, o moleiro, o lavrador, o barbeiro, a matança do porco e todas as figuras típicas da região.



Palácio Nacional de Mafra

Mandado construir por D. João V na primeira metade do séc. XVIII, em consequência de um voto que o jovem rei fizera se a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência, o Palácio de Mafra é o mais significativo monumento do barroco em Portugal, integrando um Paço Real, uma Basílica, um Convento Franciscano e uma importante Biblioteca, síntese do saber enciclopédico do séc. XVIII. 


A direcção da obra coube a João Frederico Ludovice, ourives alemão, com formação de arquitectura em Itália, que adoptou um modelo barroco classicizante, inspirado na Roma papal, e de influência berniniana, onde não faltam igualmente elementos borrominianos, nomeadamente nas torres, e algumas influências germânicas. As obras iniciaram-se em 1717, ano do lançamento da primeira pedra, e a 22 de Outubro
 de 1730, dia do 41º aniversário do rei, procedeu-se à sagração da basílica.

O maior tesouro de Mafra é a biblioteca, com uma colecção de mais de 40 000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluíndo uma primeira edição de Os Lusíadas de Luís de Camões.

No reinado de D. João VI o Palácio foi habitado durante todo o ano de 1807, antes da partida da corte para o Brasil, e a ele se deve a renovação decorativa de algumas das salas mais importantes.
A maior parte do tempo, todavia, o Palácio-Convento foi visitado apenas esporadicamente e o mesmo se passou depois de regressada a corte a Portugal. Daqui partiu para o exílio o último rei português, D. Manuel II, a 5 de Outubro de 1910, depois de proclamada a República.


Horários do Palácio:
Verão
Das 10h00 às 18h00  (última entrada ás 17h15)
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerra das 12h45 às 14h00
Inverno 
Das 09h30 às 17h30 (última entrada ás 16h45)
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerra das 12h45 às 14h00
Encerramento 
Ás terças-feiras; e nos dias 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro


Palácio Nacional de Sintra

Também conhecido por Paço Real ou Palácio da Vila, o Palácio Nacional de Sintra ergue-se na Praça da República, o «centro do centro» histórico de Sintra. As duas grandes chaminés geminadas, vindas da cozinha do Palácio, constituem a sua imagem de marca e dominam a paisagem de todo o centro histórico da Vila.


Começou por ser um Palácio mouro e, ao longo das várias épocas, diversos corpos novos foram acrescentados à sua estrutura inicial. Hoje, é um dos mais importantes exemplares da arquitectura realenga em Portugal, para sempre ligado aos períodos mais significativos da História do nosso país. Por tudo isto, tem a classificação de Monumento Nacional e é frequentemente utilizado para cenário de eventos culturais ou encontros oficiais.

Aberto das 09h30 às 19h00

Preços:
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 9,50 euros
Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 7,5 euros
Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 8,5 euros

Telefone: +351 219 237 300 / e-mail: npa@parquesdesintra.pt.
Aberto todos os dias do ano (excepto 25 de Dezembro e 1 de Janeiro)
das 09h30 às 18h00 - último bilhete às 17h30
A época baixa da Parques de Sintra termina no dia 28 de fevereiro de 2014



Casa dos Bicos - Fundação José Saramago

Também conhecida por Casa de Brás de Albuquerque, a Casa dos Bicos é um dos edifícios emblemáticos da capital Portuguesa, não só pelo curioso nome, mas também pela sua originalidade, revestida de pedra aparelhada em forma de ponta de diamante. 


A Casa, situada no Campo das Cebolas, a Oeste do maravilhoso Terreiro do Paço, foi construída por D. Brás de Albuquerque em 1523, após ter regressado de uma viagem a Itália, onde terá visto pela primeira vez o Palácio dos Diamantes de Ferrara e o Palácio Bevilácqua em Bolonha.
O grande terramoto de 1755 destruíu muito da casa, tanto no interior como no exterior.
A Casa dos Bicos serviu várias funções, entre elas a de sede da importante Associação do Comércio Marítimo da Índia.
Na década de 60 do século XX é adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa, que procedeu a trabalhos de reconstrução e restauro, e já na década de 80, reergue os dois andares que tinham caído aquando o grande Terramoto, recorrendo para tal a um interessante painel de azulejos da Ribeira Velha, patente no Museu da Cidade, que retrata a Casa no seu projecto inicial.

A Casa dos Bicos apresenta, pois, um estilo arquitectónico muito próprio, marcadamente inspirado no Renascentismo Italiano, com uma distribuição irregular das janelas e das portas, todas de dimensões e formatos distintos.
No seu interior encontra-se parte do espólio arqueológico descoberto durante as obras de restauro, incluindo quatro tanques de salga romanos, parte da Cerca Moura, parte de uma torre medieval e um troço de pavimento mudéjar.

Hoje é casa da Fundação José Saramago, que tem como objetivo promover a obra literária do escritor. José Saramago recebeu em 1998 o prémio Nobel de Literatura, vindo a falecer a 18 de junho de 2010.

De segunda a sábado das 10h00/18h00
Entrada normal 3 € | estudantes 2 € | gratuito para crianças até aos 12 anos
Tel. 218802040


Centro Cultural de Belém

Situado numa das zonas nobres da cosmopolita Lisboa, na Praça do Império, frente ao maravilhoso Mosteiro dos Jerónimos, o Centro Cultural de Belém é um equipamento arquitectónico dedicado à cultura, promovendo-a e desenvolvendo a criação e a difusão em todas as suas modalidades, funcionando também como um centro de conferências e reuniões profissionais ou grandes eventos. 


Iniciado em 1988 e concluído em 1993, visava colmatar a necessidade de um espaço para acolher a presidência da união Europeia, e que ao mesmo tempo e posteriormente, albergasse o crescente leque de actividades culturais da capital e do País.

O projecto foi atribuído aos Arquitectos Vittorio Gregotti (Itália) e Manuel Salgado (Portugal), albergando de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espectáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar. Ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, distribuída em seis hectares separados por duas ruas internas e unidos por um caminho pedonal que cria uma continuidade com a bonita Praça do Império.

A sua localização, que causou muita polémica aquando a sua projecção, visava assinalar o ponto de partida dos descobrimentos marítimos, que deram “novos mundos ao mundo”, abrindo portas a outras culturas, alargando todo o espaço cultural e artístico a nível mundial.

O Centro Cultural de Belém compreende gabinetes técnicos, salas de qualidade, auditórios, lojas, restauração, galerias de exposição, jardins, actividades pedagógicas, museus, entre muitas outras valências e disposições ao serviço da cultura, num dos locais mais belos e históricos de Lisboa, junto ao lendário Rio Tejo. 



Aqueduto das Águas Livres de Lisboa

O Aqueduto das Águas Livres foi mandado construir pelo Rei D. João V, a fim de fornecer água a Lisboa, de acordo com o projecto de Manuel da Maia, tendo abastecido a cidade a partir de 1748. 

Com 14 Km de extensão desde a nascente principal e diversos aquedutos subsidiários e de distribuição, com um total de 58 Km, abastecia uma rede de chafarizes na cidade. O Aqueduto possui, na sua parte mais monumental, um conjunto de 35 arcos, de autoria de Custódio Vieira, sobre o Vale de Alcântara, onde se destaca o maior arco em pedra de vão do mundo, com 65 m de altura e 32 m de abertura.
As águas chegavam a Lisboa ao Reservatório da Mãe de Água das Amoreiras, construído entre 1746 e 1834, segundo planos de Carlos Mardel, a quem se deve, entre outras obras, também o arco triunfal que celebra
 a obra de D. João V. Integram actualmente o Museu da Água da EPAL.

O Aqueduto anteriormente também constituía uma ponte de acesso à cidade. No cimo dos seus arcos estendem-se dois passeios que eram conhecidos pelo passeio dos Arcos. 

Visitas ao Aqueduto:
De 3ª feira a sábado das 10h às 17.30h
Preço normal: 2€
Ingresso c/desconto: 1€
Grátis: crianças até 12 anos
Encerra ao domingo, segunda e feriados

Informações:  218100215


Palácio Nacional de Queluz

A data da sua construção remonta a 1747, quando o Infante D. Pedro III, futuro rei, ordenou a sua edificação, com base numa casa de campo que havia pertencido ao Marquês de Castelo Rodrigo, no século XVII. 


O corpo principal do Palácio só ficou terminado depois do casamento de D. Pedro com D. Maria Francisca, mais tarde a rainha D. Maria I, em 1758. Tanto os salões do Palácio, como os seus jardins, foram profusamente enfeitados com ornamentos barrocos, tornando-o um excelente exemplar do modo de vida da sociedade barroca setecentista.

Frequentemente comparado com o Palácio de Versailles, em França, o palácio Nacional de Queluz preserva, no entanto, uma forte identidade portuguesa e continua a ser um dos cenários preferidos do Governo para recepções oficiais e reuniões de Chefes de Estado internacionais.

Época Baixa
Jardins e Palácio Nacional de Queluz: 8,5€/adulto
Jardins do Palácio Nacional de Queluz: 3,5€/adulto
Descontos para jovens, seniores, famílias e grupos.
Telefone: +351 219 237 300 / e-mail: npa@parquesdesintra.pt.
Aberto todos os dias do ano (excepto 25 de Dezembro e 1 de Janeiro)
das 09h00 às 17h30 - último bilhete às 17h00
A época baixa da Parques de Sintra termina no dia 28 de fevereiro de 2014



Padrão dos Descobrimentos

O edifício primitivo do Padrão dos Descobrimentos que Cottinelli Telmo esboçou e Leitão de Barros e Leopoldo de Almeida deram forma mental e plástica, foi erguido em 1940 por ocasião da Exposição do Mundo Português.


Originalmente, era constituído, na sua parte arquitectónica, por uma leve estrutura de ferro e cimento, sendo em estafe a composição escultórica formada por 33 figuras, tendo como figura máxima o Infante D. Henrique.

Em Belém, reergueu-se o Padrão dos Descobrimentos em betão revestido de pedra rosal de Leiria, no decorrer das Comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique.
O monumento foi inaugurado a 9 de Agosto de 1960. Em 1985, o Padrão foi objecto de obras que permitiram o acesso do público ao miradouro, auditório e a duas salas de exposições.

Posteriormente, a República da África do Sul ofereceu para decoração do terreiro de acesso, uma Rosa-dos-Ventos com 50 metros de diâmetro, executada em mármores de vários tipos, contendo um planisfério de 14 metros. Naus e caravelas embutidas marcam as principais rotas dos Descobrimentos Portugueses. A autoria do desenho é do Arq. Cristino da Silva.

Bilhete simples – 3,00 €
Bilhete Família (2 adultos + 2 jovens dos 12 aos 18 anos) – 8,00 €
Bilhete reduzido – 2,00 €
Grupos escolares – 1,00 €

Estão isentos de pagamento:
Crianças com idade inferior a 12 anos ,
Professores de qualquer grau de ensino enquanto acompanhantes de grupos escolares ,
Guias intérpretes.

Horários:
Março a setembro : das 10h00 às 19h00
Últimas admissões : 18h30
Outubro a fevereiro : das 10h00 às 18h00
Últimas admissões : 17h30

Aberto à segunda-feira de maio a setembro
Encerra nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro


Elevador de Santa Justa e Miradouro

O Elevador de Santa Justa, também conhecido como Elevador do Carmo, é um dos monumentos mais interessantes da Baixa, centro histórico lisboeta. Concebido por Raoul Mesnier du Ponsard, o elevador liga a Baixa ao Bairro Alto e apresenta um design neogótico romântico. 

Abriu em 1902, altura em que funcionava a vapor, e em 1907 começou a trabalhar a energia eléctrica, sendo o único elevador vertical em Lisboa a prestar um serviço público. Feito inteiramente de ferro fundido e enriquecido com trabalhos em filigrana, o elevador dentro da torre sobe 45 metros e leva 45 pessoas em cada cabine (existem duas).
A bilheteira localiza-se por trás da torre, nos degraus da Rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão.
No topo conta com vistas magníficas sobre o centro de Lisboa e o Rio Tejo.  


Basílica da Estrela

Em 1760, a princesa herdeira D. Maria Francisca, futura rainha D. Maria I, fez um voto no dia do seu casamento de que no caso de ter um filho varão, que veio a nascer em 1761, procederia à construção de um convento para as religiosas Carmelitas Descalças. 


Em 1777, após a morte de D. José I, D. Maria I escolheu o local conhecido por Casal da Estrela, propriedade da Casa do Infantado, para a construção da basílica e chamou Mateus Vicente de Oliveira para a projectar, cuja planta é aprovada em 1779.
Porém, em Março de 1785, com a morte de Mateus Vicente, Reinaldo Manuel introduziu algumas alterações no projecto do seu antecessor, e de uma igreja que inicialmente se apresentava sóbria e simples resultou um edifício mais elaborado e ornamentado à semelhança do Convento de Mafra.

É uma das mais brilhantes realizações do Barroco tardio, com inclusão de elementos já neoclássicos. A Basílica da Estrela é o próprio panteão da D. Maria I, a única rainha da Dinastia de Bragança que não está sepultada no Mosteiro de São Vicente de Fora.



Panteão Nacional

O Panteão Nacional situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, na Igreja de Santa Engrácia. O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia. O templo passou a ter a função de Panteão a partir de 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos Amália Rodrigues, Marechal Humberto Delgado os restos mortais dos escritores Aquilino Ribeiro, João de Deus, Almeida Garrett, Guerra Junqueiro e os Presidentes da República portugueses Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estão também aí sepultados. São também evocados no Panteão Nacional, através de cenotáfios, as personalidades de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D. Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes. para mais informações ou tabelas de descontos para grupos, consulte o site http://www.igespar.pt/pt/monuments/51


Torre de Belém

A Torre de Belém foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.


Localizada na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém e inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme, a Torre de Belém é um dos maiores ex-libris de Portugal.

Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 10 de Janeiro de 1907, é considerada pela UNESCO como Património Cultural de toda a Humanidade desde 1983.
O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520, ao que tudo indica sob a orientação de Boitaca. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. O monumento reflecte ainda influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tendo o primeiro baluarte para artilharia no país.

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero. A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decoradas em cantaria de pedra. A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte.



Parque e Palácio da Pena

Situa-se a cerca de 4,5 km do centro histórico de Sintra e é o mais completo e belo exemplar da arquitectura portuguesa do Romantismo. A sua edificação data de 1839, altura em que o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha, adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena para as adaptar a um palacete. 

A obra foi dirigida pelo Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera, para criar um edifício singular que conjuga influências «wagnerianas» de outros castelos no centro da Europa, com os traços mouriscos e os motivos góticos e manuelinos. Um verdadeiro «palácio de princesas» no cimo da serra de Sintra.Implantado no topo da serra e fruto do génio criativo de D. Fernando II, o Parque e o Palácio da Pena são o expoente máximo, em Portugal, do Romantismo do séc. XIX, constituindo o mais importante pólo da Paisagem Cultural de Sintra - Património Mundial. Construído a partir de 1839 em torno das ruínas de um antigo Mosteiro Jerónimo erigido no século XVI por D. Manuel I, o Palácio incorpora referências arquitectónicas de influência manuelina e mourisca que produzem um surpreendente cenário “das mil e uma noites”. Em torno do Palácio, o Rei plantou, com espécies vindas de todo o mundo, o Parque da Pena (85ha) que é o mais importante arboreto existente em Portugal.Depois de visitar a Pena, o compositor Richard Strauss escreveu: “Today is the happiest day of my life. It's the most beautiful thing I've seen. This is the true Klingsor Garden – and there, up on high, is the Holy Grail Castle.”Hoje é possível desfrutar deste riquíssimo património natural, através de percursos livres ou orientados, numa experiência inesquecível. Para a construção do Palácio foram aproveitadas as ruínas de um convento quinhentista existente no topo da serra, que foi adquirido por D. Fernando II. Este imóvel degradado terá exercido em D. Fernando um enorme fascínio emanado da sua educação germânica que pressupunha a valorização estética das ruínas de acordo com o imaginário romântico da época. O projecto inicial era, apenas, a recuperação do edifício para residência de Verão da família real, muito embora o entusiasmo o tenha levado a decidir-se pela construção de um Palácio.No parque, a expressão da estética romântica alia a busca do exotismo ao fascínio pela impetuosidade da natureza. Foi por entre caminhos sinuosos que, por iniciativa de D. Fernando II, se deu início à plantação deste parque que compreende um elenco florístico insólito, composto por espécies florestais nativas da Europa, associadas a muitas outras originárias de regiões distantes, em especial da América do Norte, da Ásia e da Nova Zelândia. Ao longo dos percursos e caminhos, sucedemse as sequóias, as tuias, as faias, as magnólias e as cameleiras que se destacam pela sua imponência, monumentalidade e beleza. Constituem também pontos de referência, nos diversos percursos possíveis através dos trilhos do parque, a Cruz Alta, o Alto de Sto. António, o Alto de Sta. Catarina, a Gruta do Monge, a Fonte dos Passarinhos, a Feteira da Rainha e o Vale dos Lagos. O arvoredo enquadra pavilhões e pequenas edificações que proporcionam viagens no tempo e no espaço, compondo um cenário de inigualável beleza natural, mas também de grande relevância histórica e patrimonial.


Horários:
Aberto todos os dias do ano (exceto 25 de dezembro e 1 de janeiro)
Parque da Pena: 9h30 – 20h00 (último bilhete: 19h00)
Palácio da Pena: 9h45 – 19h00 (último bilhete: 18h15)
Terraço: 9h45 – 19h30 (último bilhete: 18h45)

Época Alta
Parque e Palácio da Pena: 14€/adulto
Parque da Pena: 7,5€/adulto
A época alta termina dia 25 de outubro de 2014
Época Baixa
Parque e Palácio da Pena: 11€/adulto.
Parque da Pena: 6€/adulto
A época baixa da Parques de Sintra termina no dia 28 de fevereiro de 2014
Descontos para jovens, seniores, famílias e grupos.
Telefone: +351 219 237 300 / e-mail: comercial@parquesdesintra.pt.



Castelo de São Jorge

Declarado Monumento Nacional em 1910, pouco antes da implantação da República, o Castelo de São Jorge ergue-se na mais alta colina de Lisboa e foi desde muito cedo um espaço aprazível para a ocupação humana, datando do século II a.C. a primeira fortificação conhecida.


Intervenções arqueológicas permitiram registar testemunhos de ocupação desde pelo menos o século VI a.C.. Fenícios, Gregos, Cartaginenses, Romanos e Muçulmanos por aqui passaram.

O Castelo sofreu importantes intervenções de restauro na década de 1940 e no final da década de 1990, que tiveram o mérito de reabilitar o monumento, actualmente um dos locais mais visitados pelo turista na cidade de Lisboa.

O monumento oferece aos visitantes os jardins e miradouros de onde se pode observar a cidade em todo o seu esplendor, um espectáculo multimédia (Olisipónia), uma câmara escura (Torre de Ulisses – viagem de 360º sobre Lisboa), espaço de exposições, sala de reuniões/recepções (Casa do Governador) e loja temática.


Palácio do Marquês de Pombal Conde de Oeiras

Com traçado arquitectónico de Carlos Mardel, o Palácio e os jardins terão sofrido durante a sua construção a influência da esposa do Marquês, Leonor de Daun. A moderna arquitectura do tempo, de que eram principal exemplo os jardins do Palácio de Versalhes, também deixou marcas na construção do edifício. 

A beleza deste edifício não se fica pelas suas linhas exteriores. As suas salas e terraços são uma agradável surpresa para quem os visita.
Todos os tectos são decorados com pinturas e estuques em relevo da autoria de João Grossi, não se podendo destacar nenhuma, uma vez que todas são diferentes e alusivas à utilização de cada sala.
De destacar sim, a capela dedicada a Nossa Senhora das Mercês, cujos estuques são de rara beleza e perfeição. O azulejo tem também no seu interior um lugar de importante destaque.  O Palácio apresenta ainda um recheio precioso, com telas de André Gonçalves e estátuas de Machado de Castro.
No exterior, o terraço é preenchido por alinhamentos de estátuas, diversa vegetação ornamental e por duas Araucárias, visíveis a grande distância, uma vez que se sobrepõem bastante aos telhados do Palácio.
No Palácio funciona ainda o Instituto Nacional de Administração, embora o Palácio tenha sido já adquirido pelo Município.


Palácio e Quinta da Regaleira

O Palácio e a Quinta da Regaleira nasceram no início do século XX, da imaginação do seu proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro, e do arquitecto responsável pelo projecto, o italiano Luigi Manini.

Do sonho à realidade nasceu a Quinta da Regaleira, uma junção de várias correntes artísticas e arquitectónicas, do gótico, ao manuelino, com um toque renascentista. O resultado foi uma criação única, cheia de recantos mágicos e pormenores que não escondem a união entre a História nacional e o lado mítico e esotérico, inevitavelmente associado à serra de Sintra.

Dos luxuriantes jardins aos vários edifícios, como o Palácio dos Milhões, a Capela da Santíssima Trindade, ou os torreões e as vivendas apalaçadas, a Quinta da Regaleira promove a entrada numa dimensão alternativa
 que só se pode verdadeiramente explicar quando se passa o velho portão da entrada...


Crianças dos 0 aos 8 anos: gratuito | dos 8 aos 14 anos: 50% desconto
As visitas guiadas estão sujeitas a marcação prévia: Tel. 219106650 (de segunda a sexta)

Aberto todos os dias, excepto dia 24 e 25 de Dezembro

mais informações em www.regaleira.pt





Mosteiro dos Jerónimos

Obra fundamental da arquitectura Manuelina, o Mosteiro dos Jerónimos foi encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia. 
A obra iniciou-se em 1502 com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbodas das naves e do transepto, pilares, porta sul, sacristia e fachada). No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.

O seu nome deriva do facto de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX. 

Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D.
 João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.

Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.

Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste.  


Horários: 
Outubro a abril (das 10h00 às 17h30 h (última entrada às 17h00)
Maio a setembro (das 10h00 às 18h30 (última entrada às 18h00)
Encerra às segundas-feiras e nos dias 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro